Prestes a ocorrer nesta quinta-feira, 19, o depoimento à CPI da Pandemia do lobista Francisco Emerson Maximiano, o Max da Precisa Medicamentos, será um teste para os senadores do grupo majoritário, os chamados independentes e de oposição.

Max, como Bastidor já informou, mantém relações com gente do PT, do centrão e bolsonaristas, incluindo com o filho Zero Um do presidente da República, o senador Flávio Bolsonaro, e o advogado de sua família, Frederick Wassef. O temor é que o empresário se torne um “homem-bomba”caso se sinta abandonado.

A CPI tem a posse de documentos que demonstram vastas e intrigadas transações de suas empresas. Um senador cita de cabeça que apenas três das onze empresas registradas em nome de Maximiano movimentaram, de forma atípica, segundo o Coaf, em período recente, 68 milhões de reais – sem contar as operações escondidas “no submundo”.

Era com Max que o Ministério da Saúde queria negociar a compra de 20 milhões de vacinas e pagar adiantadamente 45 milhões de dólares.

Publicamente, senadores dizem ir para o depoimento desta quinta-feira, 19, com pouca paciência e dispostos a até pedir sua prisão, mas, como mostrou Bastidor, até a enésima hora houve a tentativa de mais uma vez adiar ida à comissão. Por quatro vezes sua presença à CPI da Pandemia foi cancelada.