O depoimento do presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, na CPI da Pandemia encurralou os defensores da Sputnik no Senado. Barra Torres elencou os obstáculos sanitários que levaram o corpo técnico da agência a recusar, por ora, os pedidos de importação da vacina russa.
Para quem acompanha a saga da Sputnik e o trabalho da Anvisa nos últimos meses, não houve novidades. As posições de Barra Torres sobre cloroquina, uso de máscara e distanciamento social são amplamente conhecidas em Brasília. Não se trata de um negacionista – ao contrário.
A prolongada exposição na CPI, porém, permitiu que o público tomasse conhecimento dos detalhes e fatos cronológicos que culminaram com a decisão recente sobre a Sputnik.
Embora a pretérita proximidade de Barra Torres com Bolsonaro ainda incomode técnicos da Anvisa, outros diretores e servidores graduados da agência gostaram do depoimento. Eles encaravam a fala de Barra Torres no Senado como uma oportunidade de defender o trabalho dos técnicos e entregar todos os documentos possíveis acerca dos processos de vacinas.
Para a cúpula da Anvisa, quanto mais transparência, melhor.

