Em crise com a direção do partido, deputados do Novo reclamaram ao Bastidor do que qualificam de intromissão de João Amoêdo em seus trabalhos. Os pitacos vão desde os auxílios a que os parlamentares podem ou não receber até qual tipo de Uber devem usar em suas viagens.

O Novo tem uma política rígida sobre gastos de parlamentares – sempre exige economia próxima a 50% das verbas disponibilizadas. Mas o partido não deixa claro onde o político deve cortar. Preocupa-se somente com o resultado.

As intromissões, segundo um parlamentar da sigla, vêm do Departamento de Apoio ao Mandatário. A estrutura criada, conta essa fonte, é chamada jocosamente de “Gestapo do Amoêdo”, pois colhe informações junto aos deputados e as leva diretamente ao ex-presidenciável.

Procurado, o Novo disse: “A atual chapa do diretório nacional foi eleita por unanimidade em setembro de 2019, tendo João Amoêdo como presidente. Amoêdo renunciou em março de 2020 e não tem nenhuma ingerência direta ou indireta sobre a gestão partidária. Todos os contratados da executiva nacional do NOVO seguem as diretrizes, estratégias e decisões do Diretório Nacional”.