A bancada do PT na Câmara conta com duas derrotas nesta semana, nasvotações do Marco Temporal e da Medida Provisória que reestrutura os ministérios e esvazia as pastas do Meio Ambiente e dos Povos Originários.

Deputados do partido e líderes da base aliada atuam para adiar a análise do Marco Temporal. Petistas procuraram o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na tentativa de não levar a matéria ao plenário nesta terça-feira (30). Lira, no entanto, sinalizou que pretende colocar o PL em pauta. Na semana passada, por 324 votos a favor e 131 contra, a Câmara aprovou o regime de urgência.

Lira sugeriu ao governo poupar esforços, pois dificilmente conseguiria reverter o cenário. Bancadas de esquerda articulam levar o caso ao Supremo Tribunal Federal, que retomará o julgamento sobre a demarcação de terras indígenas no dia 7.

No caso da MP dos ministérios, a articulação política também não entrou em campo, já que qualquer mudança no texto do relator Isnaldo Bulhões (MDB-AL) aumentaria o risco de a Medida Provisória vencer e o governo voltar a ter a estrutura da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Seriam 14 pastas a menos.

Para a iminente derrota, que deve se concretizar na quarta-feira (31), o governo Lula (PT) estuda usar decretos e portarias para recuperar minimamente a estrutura que desenhou no início do mandato.