O ex-presidente Jair Bolsonaro fez um gesto para distensionar. Passado o tumulto de quinta (6), ele “explicou melhor” sua postura no encontro com a bancada do PL. Já o governador Tarcísio de Freitas (São Paulo) disse publicamente que é “sempre leal” ao padrinho. E ficou assim.
Mas, no PL, está pouco. Interlocutores menos radicais do partido querem unir novamente ex-presidente e governador. Analisam oferecer um jantar em Brasília ou em São Paulo para juntar os dois. “Deve ser um encontro sem celulares, sem muitas testemunhas”, diz um deputado do PL. O registro, diz, será para celebrar as boas novamente.
Apesar do gesto de lealdade, Tarcísio ficou magoado com Bolsonaro, disse um interlocutor do governador. Mas entende que o ex-presidente é pressionado. Segundo interlocutores de Bolsonaro, a pressão é dos filhos, que temem ficar fora do espólio político do pai.
Há interesses comuns de aliados dos dois. Os bolsonaristas não querem perder acesso à máquina de São Paulo. “O PL não é grande o suficiente para atender a todos”, admite um interlocutor. Os aliados de Tarcísio não querem perder o apoio do PL no estado. Mais: o próprio Bolsonaro depende, agora, do governador e de sua boa vontade.

