A campanha de Jair Bolsonaro vai insistir no tema corrupção para aumentar a rejeição a Lula. O marqueteiro Duda Lima orientou o presidente a explicar que o petista não foi inocentado na Lava Jato e atrelar os desvios financeiros do passado aos problemas sociais atuais.

Os dados da campanha apontam que o discurso tem funcionado com a classe média e pode sensibilizar os mais pobres, onde Lula lidera com folga. Também há potencial de atingir os eleitores do Sudeste, onde ficam os maiores colégios eleitorais do país, e aumentar a diferença para o petista no Sul.

Segundo o último Datafolha, Lula é rejeitado por 46% dos eleitores da região Sul contra 43% de Bolsonaro. No Sudeste, o presidente é mais rejeitado – 49% a 42%.

A campanha de Bolsonaro acredita que a marca da corrupção pode estancar a migração do voto útil para o PT e reforçar votos em Ciro Gomes e Simone Tebet, garantindo assim o segundo turno.

Os bolsonaristas jogam tudo no segundo turno, quando ganha quem é menos rejeitado.