Começou a circular dentro do PDT a informação de que Ciro Gomes pode deixar o partido após as eleições. A conversa surgiu depois de Ciro reclamar que a forma como o partido conduz sua pré-candidatura à Presidência é inadequada. Diz que não vai esquecer.

A maior insatisfação de Ciro é com a direção do PDT, por ter autorizado que pré-candidatos a governos estaduais subam em palanques de Lula.

As rusgas já ocorrem. Recentemente, Arialdo Pinho, unha e carne com o pré-candidato, fez ataques ao presidente do PDT, Carlos Lupi. Sócio do parque aquático Beach Park, Pinho disse que Lupi é maleducado, numa crítica a seu posicionamento na disputa interna sobre o candidato do PDT ao governo do Ceará.

Pinho também escreveu a políticos do grupo da família Gomes que a situação no PDT “é mais grave” do que eles estão percebendo, sem dizer o que ocorre de fato.

Por outro lado, um pedetista cearense diz que os aliados de Ciro tentam minar a liderança de Lupi.

Ciro recebe salário do partido, que paga seu marqueteiro, João Santana. Por conta disso, ele é cobrado pela legenda e por pedetistas a ter um desempenho melhor nas pesquisas do que seus 7% no último Datafolha.

Bastidor informou recentemente que candidatos a governador e ao Legislativo querem que o PDT destine a eles a maior parte dos 253 milhões de reais a que o partido tem direito do fundo eleitoral – e não à campanha de Ciro.