A tropa de choque que defende o presidente Jair Bolsonaro na CPI da Pandemia está rindo à toa. Os governistas comemoram os conflitos que começam a ser frequentes entre oposicionistas e independentes. A estratégia, dizem eles, será tentar se aproximar do presidente da comissão Omar Aziz.
As divergências entre os senadores que são mais críticos ao governo, a maioria na CPI, ficaram evidentes quando votaram a convocação de governadores, mas também quando Aziz pediu ao relator Renan Calheiros um relatório preliminar. Calheiros diz que seguirá o entendimento da maioria.
Os senadores Alessandro Vieira e Humberto Costa afirmam que apresentar um relatório preliminar pode esvaziar o documento final. Aziz, ao contrário, diz que é obrigação dar satisfação aos brasileiros, o que mostra a seriedade da comissão, mas também permite ao Ministério Público começar sua atuação.
Outro conflito ocorreu na CPI quando o senador Randolfe Rodrigues pediu a convocação de Bolsonaro, mas Aziz evitou colocar em votação. Antes da sessão, Aziz disse que o requerimento iria tumultuar os trabalhos, já que, do ponto de vista legal, não seria possível a convocação e, politicamente, poderia ser usado como argumento dos que dizem que a CPI já começou mirando no presidente.

