Dois advogados conhecidos da política nacional e muito respeitados, principalmente pela esquerda, se reuniram na semana passada. Acompanhados de suas esposas (igualmente bem-sucedidas) jantaram enquanto falavam amenidades – família, amigos, rotina na pandemia.
Deixaram as eleições deste ano deliberadamente fora da conversa após concluírem que há um clima de “já ganhou” entre os apoiadores de Lula – algo que pode prejudicar a candidatura do petista. E têm razão, pois na política não se garante vitória antes de terminada a apuração dos votos.
Aécio Neves viu isso de perto em 2014, com a virada de Dilma Rousseff. Fernando Henrique Cardoso foi outra vítima; sentou na cadeira do prefeito de São Paulo antes das eleições de 1985 e perdeu a disputa para Jânio Quadros – que desinfetou o assento antes da posse porque “nádegas indevidas” ali estiveram.

