A equipe de transição de Lula vê como positiva a possibilidade de aprovar a PEC da Transição excluindo o Bolsa Família do teto de gastos por dois anos, em vez de quatro ou sem prazo. Sabia-se desde o início, diz uma fonte, que como se projetou não passaria.
O acerto do prazo ocorreu durante as conversas desta quarta-feira, 30, de Lula com Rodrigo Pacheco, que comanda o Senado, e Arthur Lira, presidente da Câmara.
A proposta de deixar o programa social fora do teto e, depois, por quatro anos foi o “bode na sala”, afirmou um petista da equipe de transição.
Lira defendeu a Lula os dois anos de extrateto. Daria assim tempo para que o governo construísse uma relação com o Congresso para negociar os dois últimos anos de seu governo. Do contrário, a partir de maio, Lula teria de voltar a negociar o Bolsa Família.
Ainda na conversa, Arthur Lira disse que os dois anos passam na Câmara, mesmo que seu partido, o PP, defenda publicamente que o extrateto exista somente por um ano.
Davi Alcolumbre, presidente da CCJ no Senado e quem articula a tramitação da PEC, prometeu ao presidente eleito que até a semana que vem vai encontrar uma saída para a emenda passe em tempo recorde pelo Congresso. Alcolumbre e Pacheco topam os dois anos de extrateto.
Na teoria, Câmara e Senado têm apenas mais três semanas de trabalho.

