O comando da CPI do MST, instalada na semana passada, diverge sobre o plano de trabalho. Nesta terça-feira (23), o colegiado volta a se reunir para traçar os caminhos de investigação.
Uma parte dos deputados defende que a CPI convoque desde já lideranças nacionais do Movimento dos Sem-Terra. É o caso do vice-presidente Kim Kataguiri (União Brasil-SP). Requerimentos para ouvir João Pedro Stedile, João Paulo Rodrigues e José Rainha já foram protocolados.
Outros parlamentares, como o relator Ricardo Salles (PL-SP), sustentam que antes é preciso convocar lideranças locais do MST para avançar em investigações sobre invasões recentes do movimento.
Outra discordância nesse início de trabalho envolve a presença de ministros do governo Lula (PT) na comissão. Já há pedidos para receber Flávio Dino (Justiça), Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário).
A CPI do MST virou prioridade para a oposição após a base do governo Lula assegurar a maioria das vagas na CPMI do 8 de janeiro. A comissão atende ao anseio dos bolsonaristas em desgastar a gestão petista, dada a ligação histórica do PT com o movimento, e serve de palco para futuras candidaturas nas eleições municipais de 2024.

