O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), ameaçou tirar de pauta o texto do novo arcabouço fiscal se algum partido apresentasse destaques ou emendas durante a votação, marcada para esta terça-feira (23).

Após reunião entre Lirao relator, Claudio Cajado (PP-BA), e líderes partidários ficou definido que a matéria vai ao plenário ainda esta noite. A articulação política do governo ainda conta os votos.

O PSOL, por exemplo, fez ao menos 10 sugestões de mudanças no texto. O deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), em conversa com O Bastidor, disse que a bancada deve votar contra, já que as emendas propostas pelo partido foram rejeitadas antes mesmo da votação. Os deputados do PSOL devem apresentar os destaques, apesar da ameaça de Lira.

Entre as mudanças que o partido defende está uma alteração na interpretação de que o descumprimento das metas estabelecidas infringe a Lei de Responsabilidade Fiscal e configura crime de responsabilidade, o que poderia resultar em impeachment.

Outro ponto de discordância está na manutenção do Fundeb dentro do limite de gastos. Deputados de esquerda assinaram um manifesto contra a inclusão do fundo que financia a educação básica. A retirada foi descartada por Cajado.