A Polícia Federal deflagrou hoje (28) operação contra a Precisa Medicamentos em São Paulo e Brasília. Os agentes buscam provas de fraude relacionadas à garantia concedida pelo FIB Bank à empresa de Francisco Maximiano para a compra da Covaxin.

Uma fonte próxima às investigações informou o Bastidor que a operação de hoje toma como base apuração da CGU iniciada a partir das denúncias sobre a relação entre FIB Bank e Precisa.

A participação do FIB Bank no caso Covaxin se dá via Marcos Tolentino, apontado como sócio oculto da empresa que, apesar do nome, não é um banco. Ele nega ter qualquer participação na companhia.

Mesmo assim, sua relação com Francisco Maximiano é inegável. Tanto que o dono da Precisa Medicamentos fez – há dois anos – um boletim de ocorrência para garantir a entrada de Tolentino e Walter Potenza, diretor do FIB Bank, num imóvel que ele alugou para se reunir com os dois em São Paulo. 

Essa não é a primeira vez que a PF visita a Precisa. Em setembro, policiais foram aos endereços da empresa atrás de provas sobre dissimulação de repasses, via empresas de fachada, a agentes públicos.

Milton Lyra, operador do MDB, foi um dos alvos. Nesse caso, a operação foi deflagrada a partir da delação da família Claro.