O presidente Jair Bolsonaro terá oito meses para fazer nova reforma ministerial. Abril é o limite do prazo de desincompatibilização daqueles que vão disputar eleições e, dos 23 ministros, ao menos 12 vão disputar algum cargo público.

A ministra Tereza Cristina, da Agricultura, avalia concorrer ao governo do Mato Grosso do Sul, mas pode tentar o Senado.

Fábio Faria, das Comunicações, quer o Senado. Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, pode ser o principal concorrente dele, mas somente um terá apoio de Bolsonaro. Nesse cenário de dúvidas, Marinho pode ser candidato a governador do Rio Grande do Norte.

Bolsonaro aposta que Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, será um forte candidato a governador de São Paulo, mas seu principal objetivo é ter um palanque no maior colégio eleitoral do Brasil.

Na Secretaria de Governo, a ministra Flávia Arruda quer ser candidata a  governadora do Distrito Federal, mas tem a reeleição como deputada federal como opção.

Damares Alves, dos Direitos Humanos, tem sido sondada para tentar o Senado. E Anderson Torres, da Justiça, pode ser candidato a deputado federal pelo DF.

O novo ministro do Trabalho, Onyx Lorenzoni, é candidato a governador do Rio Grande do Sul e João Roma, da Cidadania, quer se eleger governador da Bahia.

Marcelo Queiroga, da Saúde, poderia concorrer ao governo da Paraíba. Existe ainda a possibilidade de Ciro Nogueira, da Casa Civil, tentar o governo do Piauí, e de Gilson Machado, do Turismo, tentar se eleger deputado federal.