O Exército decidiu dar novos cargos a três militares exonerados do Gabinete de Segurança Institucional em consequência da divulgação das imagens da invasão ao Palácio do Planalto no dia 8 de janeiro.
O então ministro, general Gonçalves Dias, pediu demissão depois que apareceu caminhando entre os golpistas. Um de seus subordinados não só transitou entre os invasores, como lhes ofereceu água.
Ex-secretário da segurança presidencial de Lula, o general de brigada Marcius Cardoso foi designado adido do Comando de Operações Terrestres. O general de brigada Marcelo Sabbá, que era o adjunto na secretaria-executiva do GSI, assume a segunda subchefia do Estado-Maior do Exército.
O general de divisão Ricardo José Nigri, antigo número 2 de Dias, foi designado para chefiar o Gabinete de Planejamento e Gestão do Departamento de Ciência e Tecnologia do Exército.
Nigri é próximo do general Augusto Heleno, ex-ministro do GSI da gestão de Jair Bolsonaro, e trabalhou no gabinete do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Bôas entre 2016 e 2019.
O período coincide com a publicação do general, em sua rede social, de uma mensagem interpretada como ameaça ao Supremo Tribunal Federal, que analisava um habeas corpus de Lula.

