Empresários em visita a Lula em seu instituto aconselharam o ex-presidente a focar na memória de seus governos, diminuindo a visibilidade ao PT e às cores vermelhas do partido.

São dois os argumentos utilizados.

Um deles é a entrada de Sergio Moro na disputa eleitoral. O ex-juiz, dizem, levará constantemente à memória os malfeitos ocorridos na Petrobras.

De acordo com o argumento, a anulação das ações contra Lula no Supremo Tribunal Federal dá a ele, individualmente, um voto de confiança de sua inocência, mas não muda o fato do que se soube dos desvios da estatal.

O ex-presidente sempre insiste que a Petrobras, a despeito das denúncias, tinha mais valor de mercado, investia mais em pesquisa e ajudou o país a ser soberano na produção e na extração de óleo.

O segundo argumento ouvido por Lula é que Dilma Rousseff, uma petista, deixou o governo em meio à crise econômica, com alta de inflação e desemprego.

Segundo um dirigente do PT afirmou ao Bastidor, dificilmente Lula deixará de se identificar com o partido que fundou, mas o fato de ele determinar que o partido ceda nos estados e, assim, garanta palanques competitivos é um indicativo de que a campanha será mais lulista que petista.