Ao vetar o projeto de lei chamado por ambientalistas e especialistas em saúde pública de PL do Veneno, além de enviar uma medida provisória que mantém o fim da desoneração da folha de pagamento Lula jogou para o futuro um problema e o que acredita ser a sua resolução.
O problema é a quase óbvia derrota no Congresso, já que tanto os vetos como as MPs passam pela análise dos deputados e senadores. Já o que acredita ser a solução, segundo interlocutores do presidente, é a reforma ministerial.
Lula acha que, ao negociar a reforma ministerial no início do ano que vem, conseguirá vitórias em temas que seu governo considera prioritário, como o aumento da arrecadação e o controle do uso de agrotóxicos. Para aliados ouvidos por Bastidor, não necessariamente dará certo.
Segundo um líder da base, o presidente ainda tem dificuldade de entender o fato de que os parlamentares estão menos dependentes do governo. Ao contrário: é o governo que precisa recorrer a deputados e senadores para implementar políticas públicas.
O PAC é um exemplo. Só sairá do papel se os parlamentares estiverem dispostos a dedicar suas emendas para sua execução.

