Lula e Geraldo Alckmin foram diplomados presidente e vice há pouco, em rápida cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral. Apenas o petista e Alexandre de Moraes, que preside a corte, falaram.
Lula foi diplomado sob tímidos gritos de comemoração e aplausos. Após receber o documento, o petista fez discurso presidencial. Falou muito em democracia – atacando diretamente Jair Bolsonaro, mesmo sem citar seu nome – e chorou quando lembrou das críticas à sua falta de escolaridade e dos dias preso em Curitiba.
Depois, Lula focou sua fala nos problemas que o Brasil enfrenta, como fome e crise econômica. Porém, como já é de costume, o petista não apresentou soluções, apenas promessas de que tudo será resolvido.
Já Moraes leu os diplomas e reforçou a lisura das eleições e a segurança do sistema eletrônico de votação – mantra que talvez esteja em seus últimos dias de uso, assim como o mandato de Jair Bolsonaro. O presidente do TSE destacou a luta que capitaneou contra as mentiras bolsonaristas na internet.
Só não contou como essa luta foi vencida. Segundo Moraes, foram derrotados os “extremistas autoritários” e as “milícias digitais” que pretendiam destruir a democracia atacando o “livre debate de ideias”.
“Eles não conhecem o Judiciário brasileiro”, bradou Moraes, ao melhor estilo John Wayne de ser, para cantar sua vitória definitiva sobre Bolsonaro.
Assim como Moraes
A diplomação de Lula teve tantas autoridades importantes quanto a posse de Moraes na presidência do TSE. Além dos petistas e aliados de campanha, senadores como Omar Aziz e Eduardo Braga estiveram presentes.
O ex-presidente José Sarney foi outro que prestigiou, ao lado de Dilma Rousseff, a diplomação de Lula e Alckmin. Nem mesmo o apoio do governo eleito à reeleição de Arthur Lira à presidência da Câmara, em detrimento à candidatura de Roseana Sarney.

