O governo avalia convencer Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, presidentes do Senado e da Câmara, a segurar a instalação da CPMI do 8 de janeiro até o fim do mês maio, com a esperança que até lá o novo marco fiscal passe pela Câmara.
Na articulação, há o receio de que a comissão divida as atenções e os esforços da base e prejudique a tramitação da proposta enviada pelo governo.
A expectativa é que o texto do arcabouço de Fernando Haddad seja apresentado nesta quarta-feira (10) pelo relator, o deputado Claudio Cajado (PP-BA), e votado na próxima semana ou na seguinte.
O atraso de alguns dias para a CPMI pode ocorrer se os presidentes do Senado e da Câmara fizerem um acordo de os líderes demorarem um pouco mais para indicar os membros da comissão.
A decisão não está tomada. Há o temor que a conversa tenha efeito reverso sobre parlamentares mais próximos do governo.

