Antes de viajar para Europa, Lula concordou com os conselhos que vem recebendo de aliados – até de fora da política – sobre não dar relevância política a Jair Bolsonaro. Ou seja, deve ignorá-lo. O presidente faz referência a seu antecessor com frequência.
Numa conversa antes da viagem, Lula concordou que, passado o julgamento da inelegibilidade do ex-presidente, é melhor deixar Bolsonaro cair no esquecimento. Entendeu que lembrá-lo e atacá-lo, é fortalecê-lo.
O próprio presidente se usou de exemplo. Alvo preferencial dos ataques de Bolsonaro, conseguiu atrair o voto de gente que não é petista nem lulista.
Apesar da concordância, aliados dizem que Lula pode se não resistir a fazer uma referência negativa ao antecessor. Lembram que, durante toda a sua gestão, o petista adorava citar a dita herança maldita de Fernando Henrique Cardoso.
“O hábito pode ser mais forte que a razão”, disse ao Bastidor um deputado da base.

