A articulação política do governo já foi informada que, após o recesso parlamentar, o Congresso vai reagir ao veto do presidente Lula a parte significativa das emendas de comissão. Deputados e senadores aprovaram um valor que ultrapassa os 16 bilhões de reais, enquanto o Palácio do Planalto diz que o combinado era algo perto dos 12 bilhões.
O tema preocupa, mas o que tira o sono do governo é a possível derrubada de outro veto de Lula: o que impõe ao governo um cronograma de liberação de emendas. Na próxima semana, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), reunirá líderes para debater a reação da casa aos vetos de Lula na LOA e na LDO. A tendência, hoje, é justamente derrubar os trechos não sancionados pelo presidente.
O cenário que se desenha, segundo um deputado da base disse ao Bastidor, é ruim para o Palácio do Planalto porque a articulação política já entra na negociação em desvantagem. Como a derrubada dos vetos seria o pior dos mundos para o governo, os negociadores terão que optar entre um e outro.
A manutenção de um calendário para pagamento das emendas preocupa o governo porque diminui o poder nas votações de seu interesse.O tema é tratado como prioridade pelos parlamentares, principalmente, por ser ano eleitoral. Há o temor de que o governo privilegie aliados no pagamento das emendas.

