Para a conversa que terá na tarde desta quinta (16) com o presidente de Israel, Isaac Herzog, Lula vai preparado para ouvir argumentos contrários à sua declaração de que as forças israelenses cometem, a exemplo do Hamas, atos de terrorismo contra os palestinos em Gaza.
Segundo auxiliares, o presidente não vai se desculpar, mas não investirá numa conversa ríspida. A ideia, diz uma fonte do Planalto, é ser amistoso e agradecer a liberação dos 32 brasileiros da Faixa de Gaza. Lula não deve mencionar a demora para a saída deles.
Lula, porém, deve apelar à sensibilidade de Herzog diante do excesso da morte de crianças e mulheres, que nada têm a ver com o Hamas. O cerco ao principal hospital de Gaza, no fim de semana, e o que considera ser o silencio dos países desenvolvidos incomodaram o brasileiro, que chegou a afirmar já ter visto “muita brutalidade”, mas nunca “tão bruta contra inocentes”.
O presidente vai garantir ao colega que a posição do Brasil é de sempre repudiar a morte de inocentes e lembrar que desde 7 de outubro classifica como “terrorista” e “inaceitável” a ação do Hamas.
Segundo um auxiliar do presidente, não está nos planos cobrar o colega pelas declarações do embaixador Daniel Zonshine, que disse que se o Hezbollah escolheu o Brasil para recrutar terroristas é “porque tem gente que os ajude” no país.

