A indefinição sobre quem será o vice de Ricardo Nunes (MDB) na eleição para prefeito de São Paulo ganhou mais um capítulo diante da resistência de aliados em aceitar a o ex-coronel da Rota Ricardo Mello Araújo, indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Será proposta uma pesquisa com possíveis nomes para se avaliar quem agrega mais à candidatura do prefeito que busca a reeleição. Nas últimas semanas, Aldo Rebelo ganhou força para ocupar a vaga.

Mello Araújo tem a simpatia dos bolsonaristas, mas não conta com o apoio do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), um dos fiadores da aliança do PL com Nunes. O argumento é que, como já tem o apoio de Bolsonaro, o prefeito de São Paulo precisa de alguém capaz de ampliar os votos no centro e na esquerda. Daí a possibilidade de Rebelo.

Um levantamento sobre o vice ideal ainda não tinha sido cogitado pela campanha. Os principais adversários de Nunes, Guilherme Boulos (PSOL) e Tabata Amaral (PSB), já definiram com quem vão compor a chapa: Marta Suplicy e José Luís Datena, respectivamente.

As pesquisas indicam um empate técnico entre Boulos e Nunes. O prefeito quer evitar que a campanha fique baseada na polarização nacional entre Lula e Bolsonaro. Por isso, o entorno do emedebista defende outra opção que não Mello Araújo para a vice. Quer tirar do adversário o discurso de frente ampla.