Era sabido no governo que Daniela Carneiro, a ministra do Turismo, se ausentaria das festas de Carnaval, um dos principais eventos turísticos do país e que acrescenta à economia- segundo sua própria pasta projetou, oito bilhões de reais.
Ela se limitou a comparecer à lavagem da Sapucaí no Rio de Janeiro no fim de semana anterior aos dos desfiles. O ritual é tradicional e religioso.
Evangélica, ela nunca escondeu que ignoraria as festas pelo país. O compromisso do governo na sua pasta, porém, era de que nos poucos dias de governo para os eventos, o Turismo daria suporte às festividades pelo país.
Mesmo com a ausência esperada de Carneiro, demais ministros, Janja (inclusive servindo de crítica para a oposição) e, principalmente, Marcelo Freixo, chefe da Embratur, fizeram as “vezes da casa” ao viajar pelo país para prestigiar as festas nos estados. Freixo esteve no Recife, em Salvador e no Rio de Janeiro.
A nomeação de Carneiro foi a maneira de Lula agradecer o apoio do marido da ministra, o prefeito de Belford Roxo, Waguinho, pelo apoio na eleição na Baixada Fluminense.
A ministra é deputada federal e sua base de eleitores é evangélica, que consideram o Carnaval uma festa mais “mundana” do que cultural. No governo, há quem diga que Lula anotou a indisposição da ministra, mas não deve lhe cobrar a ausência.

