A notícia de que o presidente Lula, após reunião com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), ordenou a liberação de emendas a parlamentares foi recebida como “um certo alívio” pela bancada do PT na Câmara. Os deputados do partido são os primeiros a ouvir as reclamações da falta de articulação política do governo no Congresso.

O encontro ocorreu horas antes do PL das Fake News ser retirado de pauta na terça-feira (2) por risco de derrota. O Bastidor noticiou que parte dos parlamentares do Republicanos – que votou pela urgência, mas anunciou ser contrário ao texto – atribuiu o fracasso do projeto à demora do governo em agradar potenciais aliados. É uma visão partilhada com deputados do Centrão.

A liberação das emendas, cerca de R$ 10 bilhões para Câmara e Senado, havia sido combinada no ano passado, com a aprovação da PEC da Transição.

Na conversa com Lula, Lira abriu o jogo e disse que, para aprovar o novo arcabouço fiscal e a reforma tributária, o governo deverá ser mais ágil na liberação de recursos e na nomeação de indicados.

De acordo com um deputado do PT, se a recomendação for acolhida, é provável que o governo encontre menos dificuldades para aprovar matérias de interesse.

O Bastidor já mostrou que o diagnóstico não é novo: a articulação política, sob responsabilidade do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, demora muito a entrar em campo, avalia um deputado da base.