Um estudo divulgado nesta quarta-feira, 19, pela Royal Society, entidade que reúne alguns dos mais proeminentes cientistas do Reino Unido, sugere que governos e empresas de mídias sociais não devem determinar a exclusão de conteúdos falsos ou enganosos das plataformas digitais. Leia a íntegra.

A pesquisa aborda como as redes sociais são utilizadas atualmente para a propagação de conteúdos falsos. A Royal Society afirma que a desinformação que circula nos meios digitais, muitas vezes, não se trata de má índole de quem perpetua essas informações, mas da falta de conhecimento adequado.

Quanto aos casos de informação falsa divulgada de forma proposital, a entidade sugere que as plataformas atuem retirando a monetização desses conteúdos, o que desencorajaria grupos a continuarem espalhando mentiras.

Para os pesquisadores, a internet trouxe a possibilidade de vários grupos científicos conversarem entre si com mais facilidade. Abordar temas discordantes é parte fundamental da ciência.

Em vez disso, o grupo sugere que as plataformas promovam o engajamento de conteúdos científicos, com o objetivo de disseminar o conhecimento e garantir que as pessoas possam tomar as melhores decisões para as próprias vidas.