Excluídos do direito de receber recursos do fundo partidário pelo fraco desempenho nas urnas, o Solidariedade e o Pros buscam um jeito de entrar na divisão do dinheiro.

No dia 15, o Tribunal Superior Eleitoral aprovou a incorporação do Pros pelo Solidariedade. Com isso, o Solidariedade passou de quatro para sete deputados eleitos. Ainda é insuficiente para superar a cláusula de barreira, que ficou em 11 deputados e permite ao partido participar da divisão de mais de 1 bilhão de reais este ano e ter direito ao horário gratuito no rádio e na TV.

Mas o presidente do Solidariedade, o ex-deputado Paulo Pereira da Silva, afirma que o partido engordado tem direito ao dinheiro. A regra fala em número de deputados ou 2% dos votos válidos para a Câmara distribuídos por pelo menos nove estados. Segundo ele, este resultado foi alcançado pelos dois partidos somados.

Na decisão do dia 15, o ministro Raul Araújo só disse que, com a incorporação, o Solidariedade passa a contar com a soma dos votos dos dois partidos, o que vale para a divisão do fundo partidário.