O comando do Exército atribuiu ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) o número baixo de tropas no Palácio do Planalto no 8 de janeiro, dia dos ataques às sedes dos Três Poderes em Brasília.
Em ofício enviado à CPMI do 8 de janeiro, o Exército diz que, “em razão da avaliação informada pelo GSI, a mobilização dos meios do EB foi realizada de acordo com a situação de normalidade”.
De acordo com o documento, antes da invasão ao Palácio havia 30 militares do pelotão de choque do Batalhão da Guarda Presidencial de prontidão caso fossem acionados pelo GSI. A solicitação veio às 11h54. “A partir das 12:30h, o Pelotão estava em condições de ser empregado naquele local”, diz o ofício.
O Exército informa ainda que somente às 15 horas foi enviado ao Palácio do Planalto um outro grupo, de 63 militares, para a desocupação do local.
O documento foi uma resposta ao requerimento do deputado federal André Fernandes (PL-CE). O parlamentar e a oposição bolsonarista defendem que houve omissão do governo Lula no dia da tentativa de golpe. Havia expectativa de tumulto no dia 8, devido ao chamado para um amarcha a Brasília e à concdentração de bolsonaristas na sede do Exército.
À época dos ataques, o GSI era comando pelo general Marco Edson Gonçalves Dias, que foi exonerado meses depois da invasão.
Leia o ofício enviado à CPMI:
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