Lula viajou para o Japão, mas deixou a orientação à articulação para instruir os deputados petistas que vão participar da CPI do MST que evitem a defesa de ações radicais. O presidente não perdoou as invasões a terras produtivas ocorridas em abril. Também não vê chance de se tornar alvo das apurações.
O presidente é próximo ao movimento dos sem-terra, não tentará se desvincular da proximidade histórica —nem faria sentido, como admite uma fonte do governo—, mas não vai defender toda e qualquer invasão de terra.
A ordem é defender o trabalho do MST na produção agrícola, na educação de adultos e crianças e no impacto da agricultura familiar no preço dos alimentos. A orientação é não defender ações que afastem ainda mais o agronegócio.
O discurso público dos parlamentares, porém, é um tanto diferente disso. Dizem que vão partir para cima da oposição na defesa do movimento dos trabalhadores rurais.

