Lula voltou a falar em regular a imprensa durante uma entrevista à Rádio Clube de Pernambuco nesta quarta-feira, 9, e, novamente, petistas correram para os jornalistas ponderando se tratar de regulamentar responsabilidades dos novos meios de informação.

A direção do PT jura que não há nada em discussão para impor limites ao trabalho da imprensa profissional.

Mesmo tendo moderado sua declaração, ao dizer que a imprensa escrita, como revistas e jornais, não passariam por mudança legal, o ex-presidente sugere que o resto, como TV e rádio, sim, seriam incluídos nessa regulação.

O Bastidor informou em setembro do ano passado que Lula constrangia petistas ao falar de um assunto e que sua fala é pura influência de Franklin Martins, a quem caberá traçar as políticas para comunicação social de um eventual governo.

De acordo com um petista, trata-se de estratégia do ex-presidente.

Lula acena para os grupos mais à esquerda ao insinuar um “jogo duro” contra os veículos de imprensa. O mesmo petista admite: radicais, de direita ou de esquerda, têm dificuldade com imprensa livre e crítica.

Aos apoiadores de centro, porém, o ex-presidente lembra sempre que nem ele nem Dilma Rousseff, quando estiveram na Presidência da República, censuraram a mídia – e que foram pontuais os episódios “críticos” com os veículos de imprensa ou jornalistas.

No primeiro do governo petista, porém, Lula quis expulsar do país o jornalista Larry Rother, do New York Times. Foi demovido. O petista também processou, sem sucesso, jornalistas.