O Tribunal de Contas da União arquivou pedido da oposição sobre informações de presentes recebidos por Lula e no exercício dos seus dois primeiros mandatos (2003 a 2010).

A solicitação do deputado Carlos Jordy (PL-RJ), líder da oposição na Câmara, foi feita ainda em março, em meio à descoberta de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) incorporou a seu acervo pessoal joias que ganhou de autoridades da Arábia Saudita.

A justificativa do relator do caso, ministro Benjamim Zymler, foi de que o tribunal já avaliou uma auditoria feita pela Presidência da República a respeito da gestão patrimonial e dos acervos privativos dos presentes recebidos por Lula e Dilma.


À época, o TCU multou somente Valdomiro Luís de Souza, ex-Secretário de Administração da Presidência da República. De resto, acolheu as razões de justificativa apresentadas pelos responsáveis e fez uma série de determinações a órgãos da Presidência da República, ao Cerimonial do Ministério das Relações Exteriores e à Casa Civil.

Bolsonaro, por outro lado, ainda é investigado pela Polícia Federal junto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-ajudante de ordens Mauro Cid, o general do Exército Mauro Cesar Lourena Cid e o advogado Frederick Wassef.

Segundo a PF, Bolsonaro e os demais são suspeitos de “desviar presentes de alto valor recebidos em razão do cargo pelo ex-Presidente da República e/ou por comitivas do governo brasileiro, que estavam atuando em seu nome, em viagens internacionais, entregues por autoridades estrangeiras, para posteriormente serem vendidos no exterior”.