A equipe da ministra Simone Tebet no Planejamento tentou duas vezes emplacar o futuro presidente do IBGE, antes de Lula definir Marcio Pochmann para o cargo. Na primeira tentativa, a Casa Civil rejeitou; na segunda, Tebet nem levou adiante.

Logo depois da nomeação de Tebet para o ministério, a esquipe sugeriu o economista Eduardo Rios Neto, que comandava o órgão a partir de 2021. Levado à Casa Civil, seu nome foi rejeitado. A pasta considerou que ele estava muito ligado ao governo de Jair Bolsonaro.

No lugar de Rios Neto, ficou o funcionário de carreira do IBGE Cimar Azeredo. Ocupou o cargo interinamente. A equipe de Tebet elaborou, então, uma lista com sugestões. A ministra, porém, sequer levou as sugestões adiante.

Segundo seus interlocutores, ela sabia que o IBGE, a exemplo do BNDES, embora estivesse sob a estrutura de seu ministério, seria escolhido pelo PT ou pelo próprio Lula.

Como o Bastidor informou nesta quinta (27), a indicação de Pochmann partiu de Paulo Okamotto, petista histórico e amigo de Lula. Tebet tem sido fritada pelo PT e ignorada por Lula.