A Fiocruz defendeu nesta quinta-feira, 10, a adoção do passaporte vacinal em estados e municípios. O objetivo é conter o avanço da variante Ômicron, do coronavírus. O centro de pesquisas diz que está preocupado com as taxas de ocupação de UTIs direcionadas para o tratamento da covid-19.

Para a Fiocruz, a exigência de um comprovante de vacinação pode incentivar as pessoas a buscar o imunizante. Até agora, cerca de 153 milhões de pessoas encerraram o esquema vacinal, sem contar a dose de reforço. 

No levantamento publicado nesta quinta-feira, 18 estados e o Distrito Federal apresentam taxas altas de ocupação de leitos. Em Brasília, 99% das vagas de UTI estão em uso, segundo a pesquisa semanal da Fiocruz.

A situação também é crítica no Mato Grosso do Sul, com 92% de ocupação de leitos. Também merecem destaque Espírito Santo (87%), Goiás (80%), Mato Grosso (81%), Piauí (87%), Rio Grande do Norte (89%) e Tocantins (81%).

Entre as capitais, 15 cidades apresentam alerta crítico – acima de 80% –, sendo que Campo Grande e Porto Velho possuem estão com mais de 90% das vagas ocupadas.

Segundo a Fiocruz, as altas taxas de ocupação no Nordeste podem estar ligadas ao retorno do turismo à região. Outro problema é a chegada da variante Ômicron a locais com baixa cobertura vacinal. O atendimento precário a esses pacientes pode resultar em mortes.