O deputado Darci de Matos (PSD-SC) protocolou no início da tarde desta terça-feira (26) parecer a favor de manter a prisão do colega Chiquinho Brazão (União-RJ), suspeito de ser um dos mandantes dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes.
Pela lei, parlamentares só podem ser presos em casos de flagrante ou de crime inafiançável. Em outros casos, como o de Chiquinho, cabe aos colegas decidirem se a prisão deve ser mantida ou não.
Chiquinho foi detido junto com o irmão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão e o delegado da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa. Os três são apontados como os mandantes do crime que, além de Marielle, vitimou o motorista dela, Anderson Gomes.
A ordem de prisão, emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, foi corroborada pelos demais ministros que compõem a primeira turma do STF, em sessão virtual realizada na segunda-feira (25). Assim que o julgamento se encerrou, o ministro encaminhou a íntegra da decisão ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).
Lira, então, deu início aos trâmites para que a prisão seja analisada em plenário. Antes de seguir para a análise de todos os deputados, o tema deve passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que marcou uma sessão para a tarde desta terça-feira. A expectativa é de que a análise no plenário ocorra até o fim do dia.
Durante a manhã, a Câmara dos Deputados realizou sessão solene, em homenagem a Marielle e a Anderson Gomes. A participação em peso de parlamentares da esquerda, de familiares da vítima e até do ministro dos Direitos Humanos, Sílvio Almeida, deixou a situação ainda mais difícil para que Chiquinho consiga sair da prisão. A expectativa é que os parlamentares aprovem a decisão.
Leia a íntegra do relatório de Darci de Matos:

