Apesar da pouca experiência, a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, recebeu elogios de colegas no Palácio do Planalto e de líderes da base do governo no Congresso por causa do desfecho da crise orçamentária.   

A solução encontrada permite ajustes no orçamento com menos vetos do que se calculava anteriormente, o que reduz o atrito entre o presidente Jair Bolsonaro e os parlamentares que conseguiram aprovar suas emendas. Em tom de provocação, esses líderes que elogiaram a ministra dizem que o grande trabalho dela será pagar as emendas e liberar os restos a pagar.

Além de evitar uma guerra no Congresso, Bolsonaro afastou, aparentemente, o risco de cometer crime de responsabilidade se sancionasse integralmente o texto da lei orçamentária de 2021 aprovado no Congresso. Para acomodar emendas, parlamentares reduziram despesas obrigatórias.

Resta saber o que o governo vai falar sobre o teto de gastos que parece não existir mais em um país que, há anos, vem gastando mais do que arrecada e não dá sinal de procurar uma trajetória sustentável para a dívida pública.