Na semana passada, Lula esteve com os ministros Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e conversou com os senadores Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Os diálogos ocorreram sob a repercussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas no STF e com outra pauta que atinge a Corte: o mandato fixo para ministros. A discussão sobre idade mínima para membros do Supremo também ganhou forma.

Após sinalizar a Gilmar e Moraes que tinha a intenção de indicar Flávio Dino para o STF e Paulo Gonet para a PGR (Procuradoria-Geral da República), Lula foi ouvir Pacheco e Alcolumbre separadamente sobre a viabilidade de aprovação no Senado.

Ouviu, mais de uma vez, que dados os sinais da oposição seria mais fácil aprovar os outros dois concorrentes de Dino para a vaga: Jorge Messias e Bruno Dantas, este último o preferido de boa parte dos senadores.

Soube também que a fatura deve ser alta, já que na casa há uma insatisfação com o governo na liberação de verbas, indicação de cargos e “excesso de protagonismo da Câmara”. Como conselho, os parlamentares disseram que as indicações, de preferência, deveriam ocorrer juntas devido o tempo escasso para as sabatinas.

Ao Bastidor, um senador da base governista disse que o destaque dado por Lula a Pacheco no plano de renegociar a dívida de Minas Gerais com a União e a blindagem que ministros como Juscelino Filho (Comunicações), aliado de Alcolumbre, também são episódios levados em conta no momento.