O nome de Simone Tebet para ser ministra da Justiça foi uma sugestão de integrantes do Supremo Tribunal Federal ao presidente Lula.

É o que diz ao Bastidor um petista que defende a divisão da pasta e a ocupação de uma das partes por um aliado do partido.

A menção de Tebet a Lula ocorreu nas conversas do presidente com ministros do STF, na semana em que ele decidiu pela indicação de Flávio Dino para a corte.

Lula a se reuniu com os ministros Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin. O encontro ocorreu sob a repercussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita decisões monocráticas no STF e com outra pauta que atinge a Corte, o mandato fixo para ministros.

Parlamentares do PT, por ora, tratam a discussão em torno de Tebet como um balão de ensaio para captar a reação dos interessados ao posto. A opção pela ministra do Planejamento evidenciaria ainda mais a influência do STF no governo, após as escolhas por Dino e Paulo Gonet, indicado para a PGR (Procuradoria-Geral da República), ambos preferidos dos ministros da corte.

Além de Tebet foram citados Jorge Messias, atual Advogado-Geral da União, Marco Aurélio de Carvalho, do grupo Prerrogativas, Ricardo Lewandowski, Gleisi Hoffmann, Ricardo Cappelli, Augusto de Arruda Botelho e Wadih Damous.