Antes mesmo do texto da reforma tributária ser apresentado na noite de quinta-feira (22), o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), atuou durante para quebrar resistências de partidos como o PL, o maior da Casa, que se opõe à proposta do relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
A maior parte da bancada do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) defende outro texto, do deputado Luiz Philippe Orleans e Bragança (PL-SP), que apresentou uma PEC já aprovada em comissões e que poderia ser votada em plenário.
Lira tem dito que o substitutivo de Ribeiro “foi o que deu para fazer” após meses de discussões com parlamentares, governadores e prefeitos. Um aliado do presidente da Câmara diz que o texto deve ter um apoio próximo do que foi o arcabouço fiscal na Casa, com oposição mais firme de PL, PSOL e Novo. Na ocasião, o placar foi 372 a 108.
Os últimos entraves para a apresentação do texto eram os governadores, que tiveram parte de suas demandas atendidas após reunião com Lira nesta semana. A ausência do governo nas tratativas, como mostrou o Bastidor, incomodou o presidente da Câmara.
O texto de Ribeiro prevê a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), baseado no modelo de imposto sobre valor agregado (IVA), como ocorre em outros países. O tributo substituiria PIS, Cofins, IPI, ISS e ICMS.
A matéria será levada ao plenário na primeira semana de julho. Leia a íntegra:

