Parlamentares da base do governo, principalmente os do Nordeste, pressionam o presidente Jair Bolsonaro por alguma política pública, seja via o Bolsa Família ou outra, que garanta segurança alimentar para as populações mais pobres.
De acordo com um deputado, é uma preocupação social, mas também – e principalmente – preocupação eleitoral.
Uma liderança no Nordeste que esteve com Bolsonaro o alertou para o fato de as imagens da fome, que começam a tomar jornais e telejornais, são piores que a fome em si e que o governo precisa fazer algo antes que se cristalize na cabeça do eleitor que o presidente é o responsável pelo atual estado de miséria para onde parte considerável da população foi jogada.
O presidente da Câmara, Arthur Lira, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, ambos do Nordeste, pressionados por suas bases, têm insistido com Bolsonaro e com o ministro da Economia, Paulo Guedes.
Em conversas recentes, Lira e Ciro defenderam a Bolsonaro que questões como miséria, fome, emprego farão parte desta eleição como não fizeram em 2018. Aprovação às pressas na Câmara do programa Gás Social, que reduz o preço do botijão para famílias de baixa renda, é consequência dessa preocupação. O projeto precisa ainda passar pelo Senado.
Na manhã desta sexta-feira, 1 de outubro, o tema voltou à pauta na reunião entre Lira, Guedes e Bolsonaro.

