Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral determinou, nesta quinta-feira (13), a retirada de vídeos postados pela campanha de Lula que ligam Jair Bolsonaro ao canibalismo. Segundo a Corte, os trechos que estão nas redes sociais são descontextualizados e servem para macular a imagem do candidato à reeleição.

Os vídeos são trechos de uma entrevista em que Bolsonaro conta uma experiência na visita a comunidade indígena. Na ocasião, um dos membros da tribo havia morrido e, segundo a tradição local, o cadáver deveria ser cozido e consumido pelas pessoas presentes à cerimônia.

O presidente conta que foi convidado para participar do ato e chegou a considerar a ida, mas nenhum dos outros acompanhantes quis ir. Assim, Bolsonaro não comeu carne humana.

Os ministros analisaram que, mesmo se Bolsonaro comparecesse à cerimônia e ingerisse a carne humana, o caso não seria crime, pois estaria abarcado pela liberdade religiosa inerente às comunidades indígenas. Também pesou para a remoção a negativa do presidente de participar do ato.

O vídeo do canibalismo é um entre tantas baixarias produzidas pelas duas campanhas para as redes sociais. Na primeira semana do segundo turno, isso se intensificou, com falsas denúncias e atribuições de corrupção, satanismo, entre outros. O TSE, em decisões monocráticas, tem determinado a remoção desses conteúdos, mas as decisões ainda precisam ser referendadas pelo plenário da corte.