A campanha eleitoral deste ano é a mais violenta da história da redemocratização, tanto que quase 70% têm medo de serem vítimas de algo ao falar de política. É a primeira vez que uma ameaça de golpe de estado ronda a votação. As redes sociais fervem. Mas, nos números frios das pesquisas, a campanha é uma pasmaceira só.
Desde o início do horário eleitoral, em 26 de agosto, Lula mantém-se em 45%. Bolsonaro oscilou na margem de erro, entre 32% e 34%, ambos em números do Datafolha. O mesmo vale para o segundo turno. Lula não sai de 54%, enquanto Bolsonaro está em 38%. Os números variam de acordo com as pesquisas, devido às metodologias um pouco diferentes, mas a tendência é a mesma.
O saldo até agora é que todo o esforço de Bolsonaro para aumentar o Auxílio Brasil, reduzir o preço da gasolina à custa da arrecadação dos estados e benefícios a taxistas não rendeu – ou rendeu poucos – votos. A propaganda eleitoral na TV não parece estar fazendo efeito para nenhum dos candidatos.
Eleições, como tudo, são imprevisíveis. Mas os dados das pesquisas não permitem arriscar que ocorrerão mudanças no futuro próximo. No Datafolha, Lula e Bolsonaro ostentam o mesmo índice de eleitores que estão totalmente decididos a votar neles: 86%. Apenas 14% dos que declaram votos neles admitem poder mudar. A ansiedade pode aumentar, mas pasmaceira deve continuar.

