O Diário Oficial da União trouxe hoje (26) duas nomeações já aguardadas: Alexandre Barreto foi reconduzido ao cargo de superintendente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Antônio Fabrício de Matos Gonçalves foi nomeado como novo ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
As nomeações são um gesto a aliados. No caso do Cade, aos padrinhos Renan Calheiros (MDB-AL) e Bruno Dantas (presidente do Tribunal de Contas da União). Já no caso do TST, ao presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Cade
Alexandre Barreto está desde maio fora do Cade, quando seu mandato terminou. Indicado por Lula em março, o presidente do Congresso Rodrigo Pacheco colocou o nome de Barreto para aprovação da Comissão de Assuntos Econômicos somente no dia 19 de junho.
Como já noticiou o Bastidor, Barreto é um velho conhecido da casa. Chegou ao Cade em 2017 para presidir o órgão. Seu novo mandato de superintendente vai até 2026, ficando responsável por analisar grandes fusões, como a compra de frigoríficos da Marfrig pela Minerva e a fusão entre Petz e Cobasi.
TST
Antônio Fabrício irá ocupar a cadeira destinada à advocacia no TST deixada por Emmanoel Pereira, que se aposentou em 2022. Advogado de carreira, é conhecido por sua atuação em defesa dos direitos trabalhistas e por seu envolvimento com grupos de juristas de esquerda, como o Prerrogativas e a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD).
O novo ministro não foi o mais votado para integrar a lista tríplice no TST, mas contou a favor do ex-presidente da OAB-MG o apoio do conterrâneo Rodrigo Pacheco e seu perfil pró-trabalhador.
A posse de Antônio Fabrício está marcada para 1º de agosto.

