Passado o Carnaval e reiniciada a coleta de assinaturas para a CPI das Americanas, o autor da iniciativa na Câmara, o deputado André Fufuca, foi aconselhado por aliados a mudar a abordagem a seus colegas.
Ele vinha dizendo que é importante convocar os empresários Jorge Paulo Lehmann, Beto Sicupira e Marcel Telles, principais acionistas da empresa, para dar explicações.
Juntos, os três têm patrimônio de mais de 100 bilhões de dólares. Lemann bancou ao longo dos anos, por meio de sua fundação e de seus sócios, eventos dentro e fora do país, e a formação de líderes, que tiveram entre seus beneficiários políticos.
A abordagem de Fufufca deverá focar no impacto que o rombo na contabilidade das Americanas terá na vida das pessoas e nas contas de médias e pequenas empresas. O buraco no balanço da empresa chega a 40 bilhões de reais.
Na conversa para a adesão de alguns parlamentares, o nome dos três empresários ficará de fora —ao menos da fase de se buscar assinaturas.
O Bastidor mostrou que há interesses difusos e econômicos por trás do desejo de parlamentares de investigar um caso privado, sem qualquer vínculo com o governo.
A empresa dos bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira briga atualmente com os bancos, em especial o BTG, de André Esteves. Mas não só.
Lemann é acusado por bolsonaristas e lulistas de ter bancado eventos dentro e fora do país para justificar, ora a prisão de Lula, ora para “queimar” o governo de Jair Bolsonaro.

