A provável nomeação do deputado João Roma como ministro da Cidadania é um gesto de Jair Bolsonaro ao presidente do DEM, ACM Neto. O Republicanos, partido ao qual Roma é filiado na Bahia, apenas embarrigou, como se diz no linguajar da política, a indicação, de modo a não expor a proximidade de Neto com o governo.
Roma está no Republicanos, mas nunca foi do partido. Presta e sempre prestou contas a Neto. Foi arrecadador de campanhas do ex-prefeito de Salvador e chefe de gabinete dele.
O provável futuro ministro da Cidadania ganhou relativa alforria política de Neto em 2018. Obteve aval para se candidatar a deputado federal.
Naquele momento, em razão de acertos políticos com outros aliados, não havia mais espaço no DEM da Bahia para a candidatura de Roma. Neto tinha ascendência no PRB (atual Republicanos) do estado e alocou o ex-assessor no partido.
Apesar da mudança de partido, Roma prosseguiu fiel a Neto. A nomeação dele à Cidadania, caso confirmada, é resultado da articulação de Neto para implodir a candidatura de Baleia Rossi e aliar o DEM a Bolsonaro.

