O Tribunal de Contas do Distrito Federal pediu à Secretaria da Educação explicações sobre a qualidade da carne oferecida na merenda escolar. Uma denúncia apresentada pelo Conselho da Alimentação Escolar apontou que lotes de carne moída chegaram às escolas com gordura em excesso e restos de plástico, embalagens e couro.
O produto foi vendido pelo frigorífico Frioli, de Ribeirão das Neves (MG). De acordo com a denúncia, as reclamações das escolas começaram em 2024.
No Centro de Ensino Especial 01 de Brasília, a administração relatou ao Conselho que, de cada 6 quilos de carne recebida, havia ao menos 1 quilo de gordura. O Centro de Ensino Fundamental Santos Dumont, em Santa Maria, pediu o recolhimento de 154 quilos de carne moída, depois de encontrar a “plásticos, pedaços de couro e excesso de gordura”.
Dados do Portal da Transparência do Distrito Federal mostram que, em 2024, a Frioli recebeu 10,6 milhões de reais para fornecer alimentos à Secretaria da Educação do Distrito Federal. Neste ano, foram pagos quase 4 milhões de reais, do total de 8,3 milhões de reais empenhados.
Em nota, a Secretaria da Educação do Distrito Federal afirma que solicitou à Vigilância Sanitária uma inspeção nos lotes de carne que foram alvo de reclamação e que o índice de gordura detectado foi de 1,7%, dentro das especificações do edital. Disse que pediu à empresa a substituição dos lotes e a liberação para as escolas depois de nova análise laboratorial.
O Frioli foi procurado por e-mail, mas não respondeu aos questionamentos.
Leia abaixo as íntegras da denúncia e da decisão do Tribunal de Contas do Distrito Federal:

