O governo acredita ter 50 votos no Senado para aprovar a PEC dos Precatórios. A medida passou no início da semana pela Câmara dos Deputados e, agora, precisa ser aprovada em dois turnos por no mínimo 49 senadores.
Ou seja, pelas contas da articulação do governo, a emenda será aprovada, mas com apenas um voto acima do necessário. É arriscado. Por isso, Fernando Bezerra, líder do governo e relator da PEC, tem a missão de convencer ao menos outros cinco parlamentares e garantir, assim, uma margem de segurança.
O trabalho é para que até o fim de novembro a proposta esteja aprovada.
Com seus 15 senadores, a bancada do MDB é considerada a mais sensível pela articulação política. Não foi à toa que a relatoria da PEC na CCJ coube a Bezerra. Esperam que ele articule de modo casado a aprovação na comissão e no plenário do Senado sem modificação do texto vindo da Câmara.
A principal resistência dos senadores, dizem fontes inteiradas da articulação, é quando a margem tão grande para o calote dos precatórios.
Alguns senadores, mesmo os da base, reclamam que o governo quer aumentar a possibilidade de gastos não apenas para garantir o Auxílio Brasil, mas para dar vale-combustível a caminhoneiros, como prometeu o presidente Jair Bolsonaro, e , principalmente, garantir o pagamento de emendas a deputados.

