O Ministério da Saúde assinou contrato de R$ 1,6 bilhão para comprar vinte milhões de doses da Covaxin, uma vacina indiana sem eficácia comprovada e sem aval da Anvisa ou de outra agência sanitária de referência; questionada por cientistas no seu país de origem; e cujos estudos clínicos são repletos de suspeitas de irregularidades.

Fabricada pela Bharat Biotech, a Covaxin é vendida no Brasil pela Precisa Medicamentos, uma empresa investigada pelo MP de Brasília por suspeitas de fraude em contratos de testes rápidos de Covid.

O principal sócio dessa empresa – Francisco Emerson Maximiano, o Max – já deu prejuízos em diferentes contratos públicos.

Hoje, a Covaxin só entra no Brasil como contrabando. Não tem aval da Anvisa. Nem sequer foi analisada pela agência. A não ser que Bolsonaro sancione a MP do centrão que exclui, na prática, a Anvisa da importação de vacinas.

A Controladoria-Geral de Drogas da Índia (DCGI), contraparte da Anvisa no país, liberou o uso da Covaxin, mesmo sem resultados de fase três. Ao mesmo tempo, rejeitou pedido da Pfizer para autorização de uso emergencial no país.

O governo da Índia encomendou dez milhões de doses da Covaxin. Mas somente cerca de 1,2 milhão já foram aplicadas.