Avançou o inquérito da Polícia Federal sobre desvios no Postalis em favor de políticos do PT e do MDB, em especial Renan Calheiros. Após quatro anos de investigações lentas, parte das fraudes que quase quebraram o fundo de pensão dos Correios estão sendo comprovadas com a colaboração da B3 (antiga Bovespa) e novas perícias da PF e da Receita.

Com o fim da força-tarefa Greenfield e a lentidão da Justiça, os crimes cometidos por operadores e políticos contra os principais fundos de pensão das estatais (Petros, Previ, Funcef e Postalis) não foram punidos. Alguns deles continuam fazendo negócios em Brasília.

O principal caminho dos investigadores para chegar a Renan não mudou: é o lobista Milton Lyra. Nesse caminho, contudo, apareceram recentemente outros personagens, que, embora ainda influentes, agora estão na mira da PF.

O ministro Luís Roberto Barroso relata o caso no Supremo.