As lideranças do governo no Senado trabalham para convencer o presidente Rodrigo Pacheco a suspender os trabalhos da CPI da Pandemia se não for possível evitar a sua instalação. Espera-se que o plenário do STF confirme a liminar na sessão de quarta-feira 14 de abril.

O plano dos defensores de Jair Bolsonaro no Senado é repetir o que já ocorreu com a CPI das Fake News que teve seus trabalhos interrompidos no início da pandemia, mas suspendeu os prazos até a volta dos trabalhos presenciais.

O governo fracassou na tentativa de convencer senadores a retirarem suas assinaturas do pedido de abertura da CPI da Pandemia, mas tenta atrasar a indicação dos senadores aliados que vão integrar a CPI.

Bolsonaro teme que seu governo seja o único alvo da investigação dos senadores e pressiona seus aliados a abrir investigações contra ministros do Supremo, a exemplo de seu vice-líder Carlos Viana, que colhe assinaturas para abrir um processo de impeachment contra o ministro Roberto Barroso, como retaliação pela liminar que mandou o Senado instalar a CPI da Pandemia.