O grupo formado por senadores independentes e de oposição e que é majoritário na CPI da Pandemia está dividido sobre o momento para a apresentação do relatório final.

Uma parte, liderado pelos senadores Randolfe Rodrigues e Alessandro Vieira, defende que o documento seja adiado até que se esgote o tema Precisa Medicamentos e a tentativa de compra da Covaxin, trama que, agora, inclui até uma ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro.

Outra parte, puxada pelo presidente da comissão, Omar Aziz, defende encerrar o quanto antes os trabalhos. A ala acredita haver provas e fundamentos para embasar uma denúncia contra Bolsonaro na condução do combate à pandemia de Covid-19.

Ficou estabelecido nesta quarta-feira, 15 de setembro, que não será possível apresentar o documento na próxima semana, como havia sido acordado, porque ainda é necessário ouvir testemunhas. Mas se estabeleceu como prazo a primeira semana de outubro.

Para os que discordam, antes do prazo é preciso aprofundar nas novas informações chegadas à comissão.

Ainda que o grupo aja em conjunto, as diferenças políticas tem causado ruídos e até dificuldades entre os que defendem o encerramento e os que desejam levar adianta as investigações.

O prazo regimental para se encerrar a CPI é 5 de novembro.